Não sei. Apenas sinto frio e solidão.
Cheguei a um ponto que nem sei o que cá ando a fazer.
Não consigo acordar cedo e às vezes nem quero acordar...
Sabes a sensação de que a tua vida nunca vai mudar mas mesmo assim vais te esforçando a acreditar num tipo de masoquismo.
Sim se calhar estou mesmo doente e a precisar duma medicação.
Ou se calhar estou velho e cansado demais para tentar uma nova vida.
Se calhar o meu prazo de validade já expirou e eu não sei.
Apetece-me ir para a cama e adormecer.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Validade
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Um vazio cheio de nada
O dia passa e... nada!
Viajante solitário da vida fantasiada!
O urso dorme o seu Inverno que não acaba!
A noite chega e passa e... nada!
Mais um dia cheio de vazio.
Respira, deixa chegar, deixa passar... deixa acabar.
Acompanhante da solidão.
Detective do mistério da minha vida já e ainda não vivida.
Incapacidade de aumentar a força mediante a gravidade que puxa para o seu centro vazio.
Tudo na mão e nada no coração tornam em Inverno o mais quente Verão.
Agarra-me esperança e dá-me Vida!
Ajudem-me amigos que nunca fiz mas que perdi no silêncio daquela conversa calada!
Existência ao abandono largada!
sábado, 13 de janeiro de 2018
As ruínas
Quando és pequeno és preparado para construir uma vida.
Vida: uma porção de barro fresco que com o tempo vais moldando e que vai ganhando forma e endurecendo.
E tudo à tua volta ganha forma para a tua vida.
Agora vem o inesperado e o barro que moldaste parte e ninguém te prepara para isso.
You found your 🐧 partner and it's for life!
Flash news: It's not!
Pois o barro já não é tão moldável quando tem quase meio prazo expirado!
How do you make a statue of another that as cracked?
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Sozinho mas não Monge
Eu gosto de estar sozinho mas não gosto de ser como um monge!
Faz-me sentir triste e deprimido. Não que eu tenha planos de expansão mas gostava de namorar.
Só namorei uma vez à 20 anos e aparentemente gastei todas as fichas.
Sinto-me com cão velho e abandonado que toda a gente vê na rua e gosta de dar uma festa mas não quer acolher e os que querem acolher fazem-no lembrar de como era quando era um cachorrinho.
Adoro estar com os meus miúdos mas cada vez que estou com eles e depois me venho embora sinto-me infeliz e vazio e faz-me não sentir vontade de voltar.
Não quero acabar porque adoro viver mas não quero viver por que está a tornar muito difícil.